terça-feira, 10 de maio de 2011

O monstro da transformação




2011, um ano de transformações radicais.

"Egito desafia tanques"
"Governo bloqueia comunicações com internet"
"Toque de recolher decretado em todas as cidades do Egito"

As nações islâmicas rompem o silêncio de 30 anos e clamam liberdade. Ditadores caem, o homem mais procurado do mundo morre. Uma mulher governa nosso país. Entre tantos, tantos outros paradigmas quebrados, tabus dissolvidos. E nós cada um de nós, será que acompanhamos esse ritmo mundial? Será que o coração do revolucionário do Egito é também globalizado, será que pulsa em nossas veias, será que nos comove as famílias inteiras entrando na luta armada em prol da liberdade em seu país? Pais, mães, crianças, sogras. Onde estão as nossas?

O que mudamos? O que rompemos? O que transformamos cada um de nós? A cada dia, a cada minuto? O que? Porque nos calamos? Porque engolimos o que não concordamos? Do que temos medo? Medo de mudar. Mudar dói.

Mubaraki cai. Kadafi cai? Os parlamentares caem? 23 hectares da nossa floresta não precisam ser recuperados?

Nunca deixamos de ser répteis. Nunca deixamos de ser peixe. Nunca deixamos de ser aquele peixe que invadiu a terra e começou a caminhar na luta para sobreviver. Que transformou guelra em pulmão, que aceitou o oxigênio, que criou patas e andou, abandonou cardumes, sereias, abandonou seus pais, e seus filhos. Andou e procriou até chegar em nós. Ele fez o máximo. Aquele peixe que nunca foi peixe, que sempre foi híbrido. Se ele mudou, porque não podemos mudar? Nunca deixamos de ser americanos, egípcios, árabes, kilombolas, pataxós. Nunca deixamos de ser o que fomos e nunca seremos se não transformarmos. A barbárie sempre existiu. Uma guerra beija a outra passando a saliva amarga e nós nunca sabemos o que realmente a causou. Não devíamos acreditar nos livros de História. A História é outra. Qual? Não devíamos acreditar nos livros de biologia: somos répteis: trocamos de pele. Descascar dói. Dói porque nunca mais será a mesma pele, nunca mais seremos os mesmos a cada segundo, uma notícia, um espirro nos transforma então porque temos medo? O novo é um mostro que nos amedronta e nos seduz.
Encararemos o monstro e quem sabe nos casemos com ele.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Astronautas

Coisas que ficam do espetáculo:

1.
2. Singularidade é o princípio de tudo.
3. O Big Bang é apenas uma hipótese.


5. Os cientistas são como artistas, criam suas teorias.

6. Mas depois a abandonam se essa teoria não se aplicar a realidade.

7. O vazio está cheio de potencialidades, a vida se cria, se desmancha e se recria infinitamente no vazio. o vazio é instável. a vida é instável e capaz de invertar a si própria a partir do nada.

8. Os astronautas comeram ovos, carne e suco de laranja antes de pisar na lua.

9. a madrugada já raiou.

10. O cérebro é mais vasto do que o Universo.

11. O Universo não para de se expandir. As pessoas também estão se afastando?

12. Como eu amo Eisntein!

13. 2 coisas são importantes na vida:
- um mestre, que te proponha questões
- amigos, pessoas a quem você se associa livremente para desvendar os caminhos da vida.

14. Nenhum momento de raciocínio supera um de emoção.

15. O Universo não para de se expandir. As pessoas também estão se afastando?

16. é bonito os aplausos ficarem sozinhos no fim.








fotos: Daniel Roland