domingo, 23 de outubro de 2011

doindin



Cada vez mais sóbria e cada vez mais louca

sábado, 17 de setembro de 2011

Divisa

                                                             
           

Antes de dividir águas 
Unificar os solos
Diminuir o vão
Transgredir passos
A cada passo
Transpor abismos com pés alados
E depois: Ocupar  o novo espaço
Habitar, fazer dele seu lar
Descansar as asas e pisar descalço
No que sempre foi meu
No que sempre foi nosso
é nosso onde o olhar alcança
é nosso onde o sonho aterriza
Sempre foi nosso o que a gente cria
e se o que gente cria é a mais pura
Verdade, então é toda nossa
                                                                                                        A realidade

terça-feira, 16 de agosto de 2011


Escolher 
algo
é 
torná-lo
valioso

quinta-feira, 30 de junho de 2011


PROTEGIDA

terça-feira, 28 de junho de 2011

Sonhar com alguém é compartilhar algo íntimo

ou  FASE VERMELHA



primeira coisa, me adapto muito fácil. sou mercuriana. fácil fácil

*
sonhar com alguém é compartilhar algo íntimo. sonho com pessoas aleatórias e sempre considero um encontro

*
voltando de um teste para caixinha de tinta pra cabelo, no ônibus conversei com uma menina que via pela primeira vez. contamos nossas vidas e eu confessei 'segredos de caixa com cadeado' à uma estranha.

*
 descobri recentemente uma vocação para ser ouvinte de pessoas desconhecidas e permanecer anônima.

*
estava num dos primeiros apartamentos que morei. com minha mãe na Rainha Elizabeth, Ipanema, Posto 8. Era de fundos mas a visão da garagem nunca me incomodou. debruçava naquela janela e ali já fiz de um tudo. de bodar simplesmente, às primeiras travessuras como tacar ovos nos carros. sempre fui moleque. mas também era menina e brincava de elástico com a Monique, minha melhor amiga. e foi com a Monique também e mais um menino que não lembro bem, que brincava de médico no banheiro azul. que era o mesmo banheiro, eu acho, que antes dos meus pais se separarem, eu devia ter uns 2 anos, tomava banho com meu pai e via eles pelados sem problema nenhum. quando saia do banho corria pra secar o rosto e vestir a toalha com capuz. Voltando ao sonho, eu abria o armário e pegava roupas que gostava e que estavam lá guardadas há anos. foi um sonho feliz.


terça-feira, 21 de junho de 2011

haikay do sim



Dá pra ser?


Só não demora...Sabe porque?


tá tão bom agora!

terça-feira, 10 de maio de 2011

O monstro da transformação




2011, um ano de transformações radicais.

"Egito desafia tanques"
"Governo bloqueia comunicações com internet"
"Toque de recolher decretado em todas as cidades do Egito"

As nações islâmicas rompem o silêncio de 30 anos e clamam liberdade. Ditadores caem, o homem mais procurado do mundo morre. Uma mulher governa nosso país. Entre tantos, tantos outros paradigmas quebrados, tabus dissolvidos. E nós cada um de nós, será que acompanhamos esse ritmo mundial? Será que o coração do revolucionário do Egito é também globalizado, será que pulsa em nossas veias, será que nos comove as famílias inteiras entrando na luta armada em prol da liberdade em seu país? Pais, mães, crianças, sogras. Onde estão as nossas?

O que mudamos? O que rompemos? O que transformamos cada um de nós? A cada dia, a cada minuto? O que? Porque nos calamos? Porque engolimos o que não concordamos? Do que temos medo? Medo de mudar. Mudar dói.

Mubaraki cai. Kadafi cai? Os parlamentares caem? 23 hectares da nossa floresta não precisam ser recuperados?

Nunca deixamos de ser répteis. Nunca deixamos de ser peixe. Nunca deixamos de ser aquele peixe que invadiu a terra e começou a caminhar na luta para sobreviver. Que transformou guelra em pulmão, que aceitou o oxigênio, que criou patas e andou, abandonou cardumes, sereias, abandonou seus pais, e seus filhos. Andou e procriou até chegar em nós. Ele fez o máximo. Aquele peixe que nunca foi peixe, que sempre foi híbrido. Se ele mudou, porque não podemos mudar? Nunca deixamos de ser americanos, egípcios, árabes, kilombolas, pataxós. Nunca deixamos de ser o que fomos e nunca seremos se não transformarmos. A barbárie sempre existiu. Uma guerra beija a outra passando a saliva amarga e nós nunca sabemos o que realmente a causou. Não devíamos acreditar nos livros de História. A História é outra. Qual? Não devíamos acreditar nos livros de biologia: somos répteis: trocamos de pele. Descascar dói. Dói porque nunca mais será a mesma pele, nunca mais seremos os mesmos a cada segundo, uma notícia, um espirro nos transforma então porque temos medo? O novo é um mostro que nos amedronta e nos seduz.
Encararemos o monstro e quem sabe nos casemos com ele.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Astronautas

Coisas que ficam do espetáculo:

1.
2. Singularidade é o princípio de tudo.
3. O Big Bang é apenas uma hipótese.


5. Os cientistas são como artistas, criam suas teorias.

6. Mas depois a abandonam se essa teoria não se aplicar a realidade.

7. O vazio está cheio de potencialidades, a vida se cria, se desmancha e se recria infinitamente no vazio. o vazio é instável. a vida é instável e capaz de invertar a si própria a partir do nada.

8. Os astronautas comeram ovos, carne e suco de laranja antes de pisar na lua.

9. a madrugada já raiou.

10. O cérebro é mais vasto do que o Universo.

11. O Universo não para de se expandir. As pessoas também estão se afastando?

12. Como eu amo Eisntein!

13. 2 coisas são importantes na vida:
- um mestre, que te proponha questões
- amigos, pessoas a quem você se associa livremente para desvendar os caminhos da vida.

14. Nenhum momento de raciocínio supera um de emoção.

15. O Universo não para de se expandir. As pessoas também estão se afastando?

16. é bonito os aplausos ficarem sozinhos no fim.








fotos: Daniel Roland

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Don Juan

Foi parar num bar, num domingo inesperado, com roupa da praia, as 18 hs já era outono no Rio. A temperatura morninha, fresquinha de brisa, abraçava, fazia carinho na pele. Numa outra mesa, de repente percebeu aquele professor, de quando tinha 15 anos. Ele era muito bonito naquela época, mas ela com 15, criança demais, nunca pensou. Naquele bar ele já não é tão bonito, nem ela tão criança. 15 anos se passaram. Mas ainda sim, os dois guardam um pouco do que foram: um homem e uma menina que cresceram. Se cumprimentam de longe. Ela nem lembra mais o nome dele perfeitamente. Vai ao banheiro. De repente um estalo, volta. Bebe mais um copo de sangria, ele mudou de mesa, está com amigos. Ela vai ao banheiro, no segundo andar, antes que pudesse entrar, num relance, ele aparece. Se aproxima da pia com espelho que divide o banheiro feminino e masculino. se aproximam. O bar já não estava cheio, o segundo andar particulamente vazio.

- vamos trepar , ele diz
- trepar talvez não, mas podemos dar uns beijos
entram num dos banheiros.

O tesão é que nem um vírus. Encubado num corpo sem manifestar sintomas. Quieto. O tesão iberna e acorda faminto num outono de aquecimento global. Acredita na inocência. Acredita no destino.

o gosto do beijo, acorda com ela
um sonho erótico também deixa marcas.

sábado, 9 de abril de 2011

é assim que eu me apresento



quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ten Chi - céu e terra de Pina Bausch

I can´t ask you all the questions


You can´t give me all the answers


I had witnesses


You had none


I loved

Pra chegar foi turbulento assisti à beira das lágrimas, à beira da boca, dos olhos e dos ouvidos

*


é impossivel não pensar no que está acontecendo no Japão.


No que está acontecendo conosco


No que está acontecendo comigo


*


Gosto de observar a platéia quando entro num espetáculo, as moças cariocas andam ansiosas, usam meia-calça mas ainda está calor. Os catálogos e as revistas deixam as meninas apressadas pro inverno que ainda não chegou. Olho tudo. Nesses momentos tenho a impressão que tenho mais talento pra observar do que pra qualquer outra coisa no mundo. Tem um homem que também observa. Não diz nada, nem com a expressão. Não consigo decifrar o que ele está pensando. Ser de alguma forma indecifrável torna uma pessoa imediatamente instigante. Ao meu lado tem um velhinho bem velhinho. eu adoro os velhinhos. Penso 'está a beira da morte'. depois penso 'como todos nós'. ele não está mais próximo da morte do que eu por mais que possa parecer. Saudade da minha vó Rosa. preciso ir a Bahia.



Os dançarinos são os artistas que tem a relação mais livre com o próprio corpo. e com o corpo do outro. Por isso eu os considero revolucionários. No século 21 ainda não temos liberdade com o nosso corpo nem com o corpo do outro. Teatro pode ser muito chato, mas quando ele acontece, ninguém pode mais roubar esse momento de nós.



'quando não há mais o que dizer é porque chegou o momento de dançar' Pina Bausch

sexta-feira, 11 de março de 2011

damage


- you've got to take care with damaged people
- why?
- coz they know they can survive

uma das coisas mais lindas desse filmes, entre tantas

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Um lugar pra voltar









O Instituto Moreira Sales é um dos lugares mais lindos do Rio. Mais agradáveis. Um lugar pra ir sozinha. Pra ir acompanhada. Fomos eu e mami à exposição do Ródtchenko no último dia. emocionante. Me sinto essa mulher, a sombra de uma persiana. No futuro subindo as escadas com meu bêbe. Me sinto essa criança na bacia. Minha mãe reclamou da minha roupa antes de sairmos. Sempre diz que me visto 'mixa'. Adoro as gírias da minha mãe, um dia escrevo só pra elas. Brigamos. a toa como sempre. Brigas são quase sempre a toa e tão necessárias qua magoa muito. Troquei de roupa para agradá-la. Acho que consegui. Fui com um vestido, dos que eu mais gosto, que comprei num brechó em ipanema. Uso muito de vez em quando. E com esse vestido, parecia que eu era parte daquela paisagem modernista. Me misturei aquela paisagem de folhas grandes, de paredes brancas. Delicada. Triste. Tropical. Reta. Feminina.































domingo, 30 de janeiro de 2011


borboletas e andorinhas na barriga

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

o amor e suas consequencias