terça-feira, 28 de setembro de 2010

assim

calma e fragmentada



sábado, 25 de setembro de 2010

diários

antes era diário. era papel e era caneta. era privado.
agora é tela e teclado. é diário compartilhado.
nasci no meio.
peguei o diário com cadeadinho (coisa mais fofa) e agora, época que até as mamães e as crianças tem blog.
cresci no meio.
no meio das épocas divisoras de águas.
hoje eu to antiga. queria ser dessas escritoras que deixam cadernos e escritos inacabados.
não sou escritora. mas deixo cadernos, papeizinhos, guardanapos e escritos inacabados. é apenas uma fantasia.
ok. parei.
vou escrever

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

run lola run

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quero correr pra escrever. minha cabeça anda cheia de coisas, de frases soltas que se juntam, desjuntam e se perdem, e esse é meu desespero. eu preciso escrever. outro dia, só outro dia, percebi sozinha (ohh!) (ja tinha aprendido isso, mas tinha esquecido) que a gente pensa com palavras. isso fez essas com que elas ganhassem um estatus ainda maior no ranking das coisas que eu amo. a gente vê um rapaz bonito na rua e pensa "nossa, que gato" mas a gente não pensa isso numa língua invisível. a gente pensa em p.a.l.a.v.r.a.s, em português (respectivamente). será mesmo? Mas agora me ocorreu uma coisa, como uma pessoa que nunca aprendeu língua nenhuma pensa? como ela chega a conclusão de que o rapaz é bonito. Não não pode ser, a gente não pensa em palavras então. eu sei que essa questão seria mas fácil de resolver no google, mas eu estou com preguiça de pesquizar e fingir que sou uma pessoa inteligente sempre. eu ignoro questões banais. eu cometo erros de portugues horriveis (como voces podem ver). porque também nao quero me consultar no "world" all the time. e acho até legal, porque eu gosto muito mais de z do que de s quando o som é de z. e acho até interessante tambem fazer essa filosofia louca pra pensar e repensar uma coisa que a ciência com certeza já sabe há muito tempo e era só abrir outra aba pra descobrir. não quero descobrir. quero correr pra escrever.



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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Bairro Alto

quero guardar pra sempre esse momento de felicidade
numa caixinha, quero embrulha-lo pra presente
e me presentear de novo e novo e presentear a todos
cravar
no peito ou na pedra
algo melhor do que a mémoria
que guarda tão mal
e tão bem porque produz saudade
mas esquece tambem, deixa fraca, deixa longe
e a gente perde o que é plenitude
eu estou PLENA
e minha vida nao é perfeita
mas estou radiante e quero cravar isso em algum material tão efemero
quando esse sentimento
como um papel, ou mais ainda, uma tela virtual
algo que se iguale
a fragilidade dessa sensação
e ao medo que ela acabe
quero guardar
pra sempre
esse momento de absoluta felicidade