sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O amor é uma doença como outra qualquer

O verdadeiro amor é suicida. O amor, para atingir a ignição máxima, a entrega total, deve estar condenado: a consciência da precariedade da relação possibilita mergulhar nela de corpo e alma, vivê-la enquanto morre e morrê-la enquanto vive, como numa desvairada montanha-russa, até que, de repente, acaba. E é necessário que acabe como começou, de golpe, cortado rente na carne, entre soluços, querendo e não querendo que acabe, pois o espírito humano não comporta tanta realidade.


Ferreira Gullar




o texto todo é sublime
http://sonhoepopular.blogspot.com/2009/08/sobre-o-amor-ferreira-gullar-houve-uma.html

3 comentários:

Dani Barbosa disse...

sublime tanto quanto suporta a realidade!
cortante tanto quanto suporta a realidade!

Dani Barbosa disse...

amiga vc tem que ver isso, eu li antes de ler o seu e comentei, quando acabei e vim ver o seu achei muito que tem a ver!
eita conciente coletivo! viva!

é do renan meu amigo!

http://contoseoutrasficcoes.blogspot.com/2010/10/uma-carta-ao-acordar.html

beijoss

Hildebranda disse...

nossa que incrível! adorei o texto dele!