segunda-feira, 21 de setembro de 2009

diálogo espacial

preciso retomar meus amores com esse blog. ando cansada dele, nao sei se é da cara dele, do jeito dele, ou do que está mais intimamente ligado a existência dele. a escrita. separei esse espaço com o intuito exclusivo da escrita, nunca quiz, (talvez seja um erro) e acho que nunca sequer revelei meu rosto aqui, nem mesmo meu nome. aqui eu tento me disfarçar, me tornar invisível dessa minha pessoinha de todo dia, e dessas formas clichês de se expor na internet. de uma certa forma, é dificil explicar, mas aqui eu mais me escondo que me revelo e acabo me mostrando mais. só que outro. de outro jeito.

talvez fosse isso que eu precisava. de uma conversa nada mais.
de um diálogo.
com esse espaço.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009


Quando chove assim alguma coisa, no céu e no mar, se agita e alguma coisa no ar se acalma. as gaivotas dormem em pleno voo. as pessoas se recolhem e elas saem. o mundo agora é delas

domingo, 24 de maio de 2009

Incompletos

,
O que falta é um pedaço de terra
do tamanho de 2 pés que seja
para cada homem plantar uma muda
-mesmo que ela tenha vida curta-
pelo menos uma vez na vida
nem que seja
no meio de uma seca
regada com sua tristeza
,

terça-feira, 14 de abril de 2009

pré-requisito básico para

escrever?

terei eu essa solidão necessária?

um minuto dela, por favor, eu imploro

terça-feira, 31 de março de 2009


Nós somos máquinas

de sentir

terça-feira, 3 de março de 2009

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domingo, 1 de março de 2009

simplesmente

:
humildade

h u m i l d a d e

h u m i l d a d e

h u mil da de

h um i l dade

destrincho essa palavra mil vezes
não para compreendê-la, não para estudá-la
mas para absorvê-la mil vezes
hum mil vezes
para mantreá-la
como um monge contemporâneo
bebendo wisky e fumando cigarro
como um anjo decaído
em frente ao computador
repetindo

humildade
humildade
humildade
humildade
humildade
humildade


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Pra todo mundo ouvir!



Quando em teu colo deitei a cabeça, meu camarada
A confissão que fiz eu reafirmo
O que te disse a céu aberto eu reafirmo: sei bem que sou inquieto
E que deixo os outros também assim, eu sei que minhas palavras são
Armas carregadas de perigo e de morte
Pois eu enfrento a paz e a segurança
E as leis mais enraizadas, para desenraizar,
E por me haverem todos rejeitado, mas resoluto sou
Do que jamais poderia chegar a ser se todos me aceitassem
Eu não respeito e nunca respeitei
Experiências, conveniências, nem maiorias, nem o ridículo
E a ameaça do que chamam de inferno para mim nada é, ou muito pouco,
Meu camarada querido eu confesso que te incitei a ir em frente comigo
E ainda o incito sem a mínima idéia de qual venha a ser o nosso destino
Ou se vamos sair vitoriosos
Ou totalmente sufocados e vencidos



WALT WHITMAN

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Todo mundo guarda um segredo.
Outro dia, estava numa sala, e todos olhavam uma cena, eu comia um biscoito, ninguém percebia, dentro de mim ele parecia uma demolição, eu mastigava e um estrondo implodia em meu corpo. As pessos olhavam a cena, e eu olhava as pessoas. Minha cena era a platéia.
Eu estou em busca do meu segredo, que esqueci de me contar, por vergonha, ou medo.

...

domingo, 18 de janeiro de 2009

Un-scared




terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Carta a mim mesma

Antes de tudo quero dizer que mais do que a forma das coisas quero atingir principalmente os conteúdos. Como um presente surpreendente, embrulhado num papel de pão. Que minha escrita seja bonita - se conseguir - mas principalmente sincera - o que é mais difícil - e consiga arrancar da minha alma, coisas que nem eu sei. Coisas que se revelam quando me encontro aberta e pronta a escrever. (isso pensei subindo a rampa engarrafada do Rebouças).

Não posso considerar que realmente comecei o ano sem antes desenhar meu tarô dos desejos, das juras e do fim dos erros. Tiro cartas brancas e vou pintando meu destino. (isso foi agora)

Pensei outro dia, (pra quebrar as convenções) que podia tentar olhar mais as pessoas olhos, não meus amigos, que olho sempre, mas aquelas do dia-a-dia, o jornaleiro, a moça do caixa do supermercado, que às vezes esqueço de encarar na correria da vida. Na verdade, são eles que me lembram que estou no aqui agora. Não quero ser consumida por esse ritmodecidadegrande. Não vivo o dia-a-dia, mas a vida-a-vida, já dizia clarice.

Sem minha intuição não posso ser nada, que por ela os caminhos se abram. A única coisa que posso prometer é ser perseverante a esse coração idealista, e jamais perder os olhos de menina. Pelos meus sonhos sempre serei uma trabalhadora incansável, senão escapo da minha felicidade. É o que me resta e é o que me salva.

Há alguns dias encontrei um mosquitinho boiando no meu mate, e logo pensei, foi com muita sede ao pote, mas pelo menos, morreu de amor.


te amo

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

2008