terça-feira, 30 de setembro de 2008

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A Melhor coisa do mundo



Queria ter coragem de saber
o que me prende o que me paraliza
Serão dois olhos negros como os seus
que me farão cruzar a divisa
é como se eu fosse no Vietna lutar por algo que não será meu
a curiosidade de saber quem é voce
Dois olhos negros

Queria ter coragem de falar
mas qual seria o idioma, congelado em meu próprio frio
um pobre coração em chamas
é como se eu fosse um colegial diante da equação do quadro X
a curiosidade do aprendiz diante de você
Dois olhos negros

O ocultismo o vampirismo vudu, o ritual, a dança da chuva
a ponta do alfinete o corpo nu
os vários olhos da medusa
É como se estivessemos ali durante os séculos fazendo amor

É como se a vida terminasse ali no fim do corredor


Dois olhos negros




Lenine

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